Papel x tecnologia no GTD

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Uma pergunta muito comum que surge quando uma pessoa começa a utilizar o método GTD é sobre que ferramentas escolher, e sempre surge a dúvida sobre usar ferramentas em papel ou digitais.

É importante dizer que o David Allen não prega nem uma coisa nem outra. Os sistemas do GTD são híbridos em sua essência, porque de qualquer maneira você terá que administrar e-mails (digital), documentos (impressos) e outras coisas que podem aparecer em ambos os formatos.

Portanto, não se preocupe em ser totalmente digital ou totalmente analógico, que é uma questão sem resposta.

O que você precisa, de fato, é entender como a metodologia funciona mas, essencialmente, como VOCÊ funciona para determinadas coisas. Para aí sim escolher as ferramentas que mais combinem com você para aquelas categorias específicas DENTRO do método GTD.

Vou falar um pouco sobre mim, pois exemplos podem ajudar.

Eu adoro papel. Muito. Porém, eu percebi que usar uma agenda de papel para ser meu CALENDÁRIO no GTD me atrapalhava muito. Por quê? Porque gosto da mobilidade das informações no digital. Gosto de alternar a visualização entre dia, semana, mês, ano. Gosto de mover os compromissos com facilidade. Gosto de criar um evento com recorrência e não precisar mais me preocupar com aquilo. Gosto de inserir informações no campo de “notas” do evento em si. Gosto muito de ter acesso instantâneo à minha agenda pelo meu celular, quando preciso consultá-la para dar uma resposta a alguém. Além de muitos outros recursos. (uso a Agenda do Google)

Para as minhas LISTAS, por exemplo, já tentei usar papel também. E até funciona bem. Porém, o copy & paste do digital é uma funcionalidade que traz muita praticidade para a minha vida, e que uso muito. Além disso, gosto de usar uma ferramenta que eu possa acessar tanto no meu computador quanto no meu celular. E, se precisar imprimir, sem problemas, eu imprimo. Mas eu não posso usar uma ferramenta que funcione apenas quando eu estiver online, pois me permito muitos momentos offline – não só porque quero, mas porque muitas vezes estou realmente sem acesso e aproveito esse tempo justamente para fazer algumas coisas que, sem acesso às minhas listas, eu não saberia que teria que fazer. (uso o Evernote)

Agora, para que eu gosto de usar papel? Essencialmente, para planejamentos. Fazer um mapa mental, escrever sobre o propósito, a visão do projeto, listar coisas, fazer brainstorms, desenhos, rabiscos. E, como uso o Evernote, posso muito facilmente digitalizar tudo e ter ao meu acesso quando quiser.

Eu também gosto de agendas de papel para planejamentos diversos que envolvam datas, como planejamentos de aulas, cursos, conteúdos. Antes de passar para a agenda “original” (no Google), eu planejo no papel até chegar a uma versão “final” legal. E não tem jeito – penso melhor usando papel, escrevendo e desenhando.

Também tenho sempre comigo um caderno de notas pequeno, para anotações diversas (CAPTURA), e um caderno um pouco maior, onde anoto referências (REFERÊNCIA): frases que ouvi, aprendizados etc. Também cadernos que uso para trabalhos diversos, como um caderno para anotações das sessões de coaching e consultoria que realizo e outro caderno para redigir scripts de aulas e vídeos.

Enfim, não se trata de ver papel “versus” tecnologia, e sim como a gente pode fazer bom uso das melhores ferramentas que se adequam a quem nós somos, e isso inevitavelmente vai trazer um kit de ferramentas diferente para cada um de nós.

Espero que este texto tenha esclarecido essa dúvida. 🙂

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Thais Godinho é GTD Master Trainer no Brasil pela Call Daniel, franquia brasileira do método GTD.

5 COMMENTS

    • Oi Gibran, tudo bem? Como exercício, até pelo meu trabalho, todo ano eu reinstalo o GTD. Desta vez, estou compartilhando com todos meu processo, passo a passo, em vídeos diários no YouTube. Por gentileza, dê uma olhada na série, onde comento sobre essa questão das ferramentas. Obrigada!

  1. Thaís, meu sistema está parecido com o seu… Exceto para as listas, pois uso o Todoist.
    De fato, trabalhar os níveis mais altos do GTD em papel (e digitalizar depois no Evernote – mantenho uma pilha chamada “GTD”, com um caderno para cada nível) e o mais baixo (solo) direto em formato digital é outra coisa; foi o que funcionou melhor na minha experiência com o GTD até aqui (uso a metodologia há mais de 2 anos). Tal formato tem me proporcionado mais liberdade e foco para reflexão e Planejamento (Vida, Visão, Objetivos e Projetos), e mantém automatizadas as coisas mais corriqueiras do cotidiano (Calendário, Próximas ações…).
    Estou acompanhando a série da sua reinstalação no YouTube e revendo junto o meu sistema também. No final do ano investi mais em material de organização e escritório (vale a pena mesmo) e acabo de comprar a nova versão do livro GTD, eu já tinha adquirido e lido a versão anterior. 2018 promete =)! Parabéns pelo novo blog focado em GTD e obrigado pelo apoio que tem dado a todos nós. Um abraço, fique com Deus.

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