Metas para o ano novo, de acordo com o GTD

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Você costuma definir metas para o ano novo ou ter resoluções?

No GTD, os objetivos, as metas, são usados como ferramentas, e não potes de ouro.

David comenta, em um texto em seu blog, sobre o assunto, que uma vez estava fazendo coaching com um profissional super senior na área de tecnologia médica, e ele, junto com a sua equipe, estava tendo dificuldades em termos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos para que a empresa continuasse sendo competitiva. Quando um executivo propôs que fossem definidas metas agressivas para cada um dos produtos nos próximos 18 meses, outro executivo perguntou: “Para que definir metas para pesquisa e desenvolvimento? Que diferença isso fará? O que as pessoas farão de diferente apenas porque um comitê deu alguns números para elas trabalharem?”

O que acontece é que, quando se fala em metas, a maioria das pessoas já se estressa automaticamente. Relaciona com pressão, às vezes até gente sendo mandada embora porque não alcançou, enfim, nada positivo. Além do que, sempre existe aquele dilema entre ser viável e ser agressivo, pensar além para ter desafios etc.

Aí que o David entra com um conceito que ele desenvolveu ao longo dos anos, quando se trata de metas e objetivos dentro do GTD, que é: o valor de definir metas e objetivos não está no futuro que eles descrevem, mas sim na mudança de percepção que eles causam agora, no presente. Por exemplo, se eu quero que determinada coisa seja real na minha vida em até dois anos, o que estou fazendo hoje para que isso aconteça lá na frente? Te ajuda a puxar esse negócio para o seu dia a dia.

Além do que, nós focamos naquilo que nós percebemos. Já aconteceu de você querer trocar de carro e estar interessado(a) em um determinado modelo, aí parece que, como milagre, você vê esse carro toda hora na rua? Da mesma maneira, se você tiver um objetivo e estiver sempre de olho nele, você vai identificar no dia a dia oportunidades de alcançá-lo.

 

Você quer ter um determinado estilo de vida daqui a cinco anos? Oras, e como seria um final de semana ideal dentro desse cenário? Como você pode trazer isso para o seu próximo final de semana? Dá para já ir agregando algumas coisas? O que falta? Como trazer essa realidade?

Exercícios mentais assim podem parecer fantasia, mas tiram a nossa mente um pouco da zona de conforto e nos traz inovação. Ideias criativas surgem assim, de simplesmente imaginar.

O motivo para pensar em objetivos de curto, médio ou longo prazo é simplesmente a permissão que eles nos dão para que a gente pense em cenários mais otimistas e legais para a nossa vida, de modo que isso altere a nossa percepção do hoje. O trabalho de coaching faz muito isso também. O GTD entraria aqui como um “auto-coaching”. O futuro não está lá na frente, distante – é o que está acontecendo agora mesmo, que você está construindo, vivendo a sua vida. Os objetivos então podem funcionar como simples ferramentas para ver as coisas que você ainda não tinha visto antes e trazê-las para a sua vida, simplesmente porque você as quer.

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Thais Godinho é GTD Master Trainer no Brasil pela Call Daniel, franquia brasileira do método GTD.

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